Monthly Archives: January 2008

Quem tem direito ao “uso do véu”? (uma contribuição para pensar a questão brasileira)

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Céli Regina Jardim Pinto – Professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre-RS. celirjp@terra.com.br

RESUMO
Este artigo analisa o dilema entre as posturas defensoras do universalismo e das diferenças, tendo como pressuposto que ambas podem resultar no reforço de essencialisarmos excludentes em cenários sociais de desigualdade. A hipótese que foi perseguida é a de que mesmo tomando como primado a necessidade da construção de uma “igualdade mínima essencial” isso só pode ocorrer tomando em consideração os princípios e as lutas que se organizam em torno do direito à diferença. Este paper tratará basicamente com a questão brasileira. A discussão que será levada a efeito aqui tem como base dois textos fundamentais: o relatório da comissão de alto nível que recomendou ao governo francês a proibição do uso véu pelas jovens mulçumanas nas escolas públicas francesas e o último livro de Seyla Benhabib – The Claim of Culture. Palavras-chave: Universalismo, Diferença, Mulheres, Religião, Esfera Pública.

Who has the right of using the scarf: (a contribution to think the Brazilian question)

ABSTRACT
This article analyses the dilemma between the positions that has defended the universalism and those that has defended the differences, having as presupposition that both can result in the strong ness of exclude essentialism in scenario of social inequalities. The hypothesis that has pursued is as the follow: taking as presupposition the necessity of the construction of a “minimal essential equality” this only can take places taken into consideration the principle and the struggles that organize themselves around the right to the difference. This paper will discuss mainly the Brazilian question. The discussion that will be done in this paper has as bases two fundamentals texts: the Report of the High Commission that has recommended to the French government the prohibition of the use of the scarf by the young Muslim women in the French public school and the last book that was written by Seyla Benhabib – The Claim of Culture. Key Words: Universalism, Difference, Women, Religion, Public Sphere.

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Despedida(?)

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Samba triste

(Baden Powell e Billy Blanco)

Samba triste
A gente faz assim:
Eu aqui
Você longe de mim, de mim
Alguém se vai
Saudade vem
E fica perto
Saudade, resto de amor
De amor que não deu certo
Samba triste
Que antes eu não fiz
Só porque
Eu sempre fui feliz, feliz, feliz, feliz
Agora eu sei
Que toda vez que o amor existe
Há sempre um samba triste, meu bem
Samba que vem
De você, amor

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Viso: Cadernos de estética aplicada

 John kiyaya - Tanzania

O terceiro número da revista \”VISO: Cadernos de Estética Aplicada\” está no ar no site www.revistaviso.com.br.
Trata-se de uma publicação virtual quadrimestral cuja proposta é fomentar a crítica filosófica de obras de arte dos mais diversos registros. Para sua seção principal, a revista recebe artigos em fluxo contínuo que, a partir da obra de um ou mais pensadores da tradição filosófica, ocupem-se da  análise não apenas da arte em geral, mas de obras de arte específicas.
Convidamos toda a comunidade filosófica para visitar nosso site e nos encaminhar seus ensaios no campo da estética aplicada. Para maiores informações sobre o conceito de estética aplicada e as normas para submissão de artigos, basta visitar o nosso site.

Atenciosamente,
Os editores

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Björk – Volta

Björk

The Artist

Björk Guðmundsdóttir (born November 21, 1965) is an Icelandic singer-songwriter, composer, actress and music producer. She has been nominated for 13 Grammy Awards, an Academy Award and two Golden Globe awards (including one for acting). (Read More)

The Album

Bjork - Volta

Volta is the Grammy nominated sixth full-length studio album from Icelandic singer Björk, a follow-up to 2004’s Medúlla and comprises ten new tracks. In an interview done for daily Internet publication Pitchfork, Björk talked for the first time about the theme of the album. (Read more)

Download the cd here 

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Rodrigo Duarte – Teoria Crítica da Indústria Cultural

084.jpgVilém Flusser diz, sobre a televisão, que nela existe uma desproporção entre sua simplicidade operacional – basta ligar o aparelho e selecionar o canal desejado – e sua complexidade estrutural, i.e., um sistema em cuja produção existem inúmeras e intrincadas mediações, que não são de modo algum ‘visíveis’ a olho nu, comportanto uma considerável perda de autonomia por parte do usuário: ‘Em jogos estruturalmente complexos e funcionalmente simples existe o perigo de que o ‘jogador’ se torne a bola do jogo, porque ele parece dominar de tafo forças que lhe são misteriosas, mas pode ser tragado por essas forças exatamente porque elas lhe permanecem misteriosas’. (Für eine Phänomenologie des Fernsehens, p. 106).

In: DUARTE, Rodrigo. Teoria crítica da indústria cultural, Belo Horizonte, Editora UFMG, 2003. p. 189, nota 1

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Memória

12AngryManEsse é nosso destino: amor sem conta, distribuído pelas coisas pérfidas e nulas, doação ilimitada a completa ingratidão, e na concha vazia do amor a procura medroza, paciente, de mais e mais amor (Carlos de Andrade)

Todo aquele que ingressa na busca de si recorre a memórias que lhe darão um fio condutor, uma base sólida para a edificação de seu EU.

Meu caso, por exemplo, relaciona-se com a idéia de desafio. Este estranho desejo, contudo, como todo desejo, é impulsionado ao infinito. Viciei-me no desafio. De tal forma que mais não era necessário vencer, o importante era o desafio.

Quando criança, dentre os maiores desafios estava o que se relacionava com o maior interdito: a mentira. Mentir é algo negado porque ele relaciona-se em oposição a uma virtude: a honestidade. Mentir é errado porque é um vício, assim como o desejo e, assim como todo vício, precisam ser suprimidos (até porque, enquanto negatividade, ou melhor, ausência, os vícios não possuem existência própria e, portanto, não podem protagonizar, caracterizar um EU: não se é mau em si, se é mau porque não se é bom). Continue reading

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Marco religioso na entrada de Sorocaba amanhece sujo de tinta

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Que feio Marcello….

http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=39&id=59452

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