Leon: entre desespero e harmonia

Leon não sabe o que fazer.

Busca em imagens ínfimas, em pensamentos o que o conectaria com a realidade.

Estará vivendo um sonho? Estaria vivendo um sonho?

O constante exercício de negação o elevou ao monte de Zaratustra: sentia-se sozinho, não solitário como eremitas que odeiam os homens, mas solitário no meio da multidão despedaçada: sabia que nada poderia fazê-lo sentir-se diferente, embora ainda assim, acreditasse que algo poderia fazê-lo sentir diferente.

Ah!, como é difícil aceitar a vida. Ah, como é difícil negar a negação da vida: quem procede assim, na dupla negação, ainda não afirma.

Afirmar a vida é, antes de tudo, saber que cada instante é sempre novo e, também, sempre o mesmo:

aí, no instante, entre o passado e o futuro, é que se encontra o segredo abismal

O eterno retorno do mesmo.

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Filed under Literature, Poetry

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