Leon

Leon:

Toda ação é passiva de justificação.

Não existe verdadeiro nem falso, eles são construções.

O jogo determina as regras: o jogo é particular.

A interpretação é sempre transcendente, mesmo quando visa a imanência.

A imanência é o jogo.

Mas, então, a determinação do justo é eminentemente humana, assim como do injusto: justiça e seu oposto estão no mundo como as palavras – criadas para conferir significado ao humano.

 

Visar fugir de toda condição de sentido, extrapolando ela é chegar na loucura. Leon atira-se, instante após outro, negando e afirmando seus instintos em um jogo que, a única regra é a negação: o que será negado amanhã?

O exercício filosófico, enquanto experimento mental, é carregado de toda confusão que se pode encontrar.

Pensar na transvaloração dos valores é, nesse sentido, algo a ser dito em palavras baixas, ao pé do ouvido – repetir a experiência de ultrapassagem do niilismo é caminho sem volta: Zaratustra à 6 mil pés de altura olha os homens.

Leon, que não subiu na montanha, não vive o eterno retorno: vive a eterna angústia de ser humano, demasiado humano (mesmo que em sua existência trágica porque nega sua finitude, seu tempo e, portanto, sua humanidade – homens que ousam ser deuses em um tempo sem heróis padecem da loucura).

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Filed under Anguish, Culture, Ethics, Poetry

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