ARGUMENTAÇÃO E HABILIDADES COMO PRÁTICA DOCENTE EM FILOSOFIA

José Leonardo Annunziato Ruivo
Graduando em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Jleonardo_ruivo@yahoo.com.br

RESUMO

A prática educacional, em geral, move-se no âmbito da política e no âmbito da teoria do conhecimento. Ou seja, se de um lado temos uma concepção de estado, de outro, temos uma concepção de sujeito que as práticas educacionais devem efetivar. Neste sentido, o presente trabalho pretende, inicialmente, retomar o debate acerca dos currículos de Filosofia a partir da Reforma Benjamin Constant, de 1891, que apontava como meta para esta disciplina a efetivação dos ideais de progresso e de nação, instituídos na Proclamação da República de 1889. Pretende-se percorrer, respectivamente, as reformas Francisco Campos, Capanema e as leis 4024/61 e 5692/71 que demarcam grandes perdas do campo do ensino de Filosofia no Brasil. Por outro lado, veremos que a publicação da Lei 9394/96 (LDB), e de seu polêmico artigo 36, marcam a possibilidade do retorno da obrigatoriedade do ensino de Filosofia nas escolas. Num segundo momento, discutiremos as motivações políticas e suas conseqüências por ocasião da publicação do Parecer CNE/CEB 28/2006 que institucionaliza a obrigatoriedade da Filosofia no Ensino Médio. Pretende-se, então, realizar uma reflexão sobre a prática do ensino de Filosofia partindo tanto da natureza específica deste campo de conhecimento como, também, dos contextos sócioeducacionais que a educação brasileira encontra-se. Sendo assim, se tomarmos a Filosofia enquanto um método de investigação cujo fim não é o fornecimento de respostas, mas, sim, um constante exercício e estímulo do espírito crítico, então, como este trabalho pretende provar, teríamos um ganho maior trabalhando concomitantemente com duas propostas: (i) o ensino através da competência em argumentação (Filosofia da linguagem) (ii) visando o desenvolvimento de habilidades.

PALAVRAS CHAVE: argumentação, ensino médio, prática docente em filosofia

Texto na íntegra: clique aqui.

 

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Filed under Ability, Academics, Argument, Critics, Docence, José Leonardo Annunziato Ruivo, Philosophy, Scholar, Text, UCS, Uses of Argument

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