Monthly Archives: September 2008

Lévi-Strauss e os sentidos da História – Goldman

RESUMO: Este texto explora alguns aspectos do pensamento de Claude Lévi-Strauss a respeito da história. Partindo de uma crítica às leituras reducionistas de sua obra, trata-se de demonstrar dois pontos. Em primeiro lugar, ainda que a reflexão sobre a história ocupe na obra do autor uma dimensão aparentemente secundária, é justamente a partir dela que se pode atingir dimensões importantes e marginalizadas do chamado estruturalismo. Em segundo lugar, trata-se de demonstrar que a reflexão levistraussiana foi capaz de desenvolver uma persperctiva verdadeiramente antropológica e não etnocêntrica acerca da história e da historicidade das sociedades humanas.

PALAVRAS-CHAVE: Lévi-Strauss, História, teoria antropológica.

Para acessar o texto clique aqui.

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Apresentações antropológicas

Textos de estudantes do PPG em Antropologia Social do Museu Nacional sobre cientistas sociais para a disciplina de Teoria Antropológica II.

Material inicial interessante contendo informações sobre Latour, Clastres, Geertz, Sahlins entre outros.

Confira o material clicando aqui.

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Online Etimology Dictionary

Novo link: http://www.etymonline.com/index.php

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VI Semana Acadêmica de Filosofia da UFRGS/ 2008

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No Brasil, todo mundo é índio, exceto quem não é

Quem é Índio? O que define o pertencimento a uma comunidade indígena?

Começo por dizer que suspeito que nossa entrevista vai ter de abundar em aspas; não apenas ou principalmente aspas de citação, mas sobretudo aspas de distanciamento. Isso porque essa discussão — quem é índio? o que define o pertencimento? etc. — possui uma dimensão meio delirante ou alucinatória, como de resto toda discussão onde o ontológico e o jurídico entram em processo público de acasalamento. Costumam nascer monstros desse processo. Eles são pitorescos e relativamente inofensivos, desde que a gente não acredite demais neles. Em caso contrário, eles nos devoram. Donde as aspas agnósticas. Continue reading

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Notas de leitura: sonhando de olhos bem fechados

 Schnitzler, Arthur.   Breve romance de sonho.  São Paulo: Companhia das Letras, 2000. 121 p.

Sinopse: da Folha de S.Paulo

Tudo vai bem na vida do dr. Fridolin e de sua mulher, Albertine. Ambos são jovens, belos, prósperos e têm uma filhinha adorável. Pode-se dizer que, na Viena dos anos 1920, eles formam uma família burguesa exemplar.

Até que, numa noite, depois de um baile de máscaras e vários goles de champanhe, Albertine decide confessar ao marido uma antiga fantasia erótica. Perturbado pela história secreta de sua mulher, o dr. Fridolin sai no meio da noite para atender a um paciente em estado grave.

A partir desse momento, tudo o que parecia dar sustentação ao mundo das personagens começa a entrar numa espécie de vertigem. Rapidamente o dr. Fridolin se vê enredado numa estranha aventura sexual, em que o desejo e o perigo de morte se auto-alimentam. Ao final da narrativa, o leitor fica com a impressão de que a volta à “realidade de todos os dias” não será mais possível – não para as personagens que a vivenciaram.

Nesta pequena obra-prima de Arthur Schnitzler, as estruturas da vida psíquica e familiar são abaladas e expostas até os alicerces. Baseado nela, o cineasta norte-americano Stanley Kubrick fez, em 1999, seu filme de despedida: De Olhos Bem Fechados, com Tom Cruise e Nicole Kidman nos papéis principais. Continue reading

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Notas de Leitura: A confusão torta

Musil, Robert.   O jovem Törless.  Rio de Janeiro: O Globo, 2003. 157 p.

Sinopse: da Folha de S.Paulo

Na virada do século 19 para o 20, um grupo de jovens cadetes passa pela velha experiência do confinamento: estão todos afastados de casa, longe dos pais, internados em um colégio militar do antigo império Austro-Húngaro. Törless é um desses adolescentes, e sua história se assemelha muito às experiências vividas na juventude por seu criador, Robert Musil.

Acostumado a um ambiente familiar que sempre lhe pareceu claro e equilibrado, Törless agora se vê na contingência de ter que amadurecer por conta própria, entre seus pares. A rígida disciplina do colégio e as relações entre os que vivem ali dentro (alunos, professores, funcionários) logo manifestam seus mecanismos de perversão. Os mais fortes se reúnem para espezinhar os mais frágeis, os sádicos dão as mãos aos masoquistas, e a sexualidade se exercita como se pode, com prostitutas ou entre os próprios alunos.

Enquanto assiste como um espectador – ou ator relutante – à rotina do internato, o protagonista escreve longas cartas à família, na tentativa de lançar pontes entre a vida obscura do colégio e a suposta vida normal do mundo lá fora, o presente “doentio” e o passado “saudável”. Mas aos poucos tudo o que o cerca é contaminado pela atmosfera de ódio e irracionalismo que marca as relações pessoais, os afetos e a memória.

Este romance do jovem Musil prepara rigorosamente, com tintas expressionistas, o cenário de hostilidade e abjeção que caracterizaria a Europa do entre-guerras.
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O Discurso da Servidão Voluntária ou O Contra Um – Etienne de la Boétie

Manuscrito De Mesmes 

texto estabelecido por Pierre Léonard 

Em ter vários senhores nenhum bem sei,

Que um seja o senhor, e que um só seja o rei.

dizia Ulisses em Homero, falando em público. Se nada mais tivesse dito, senão: Em ter vários senhores nenhum bem sei, estaria tão bem dito que bastaria; mas se para raciocinar precisava dizer que a dominação de vários não podia ser boa, pois o poderio de um só é duro e insensato tão logo tome o título de senhor, em vez disso foi acrescentar a contrário:

Que um só seja o senhor, e que um só seja o rei.  Continue reading

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Ação e Reação: uma leitura da recepção histórica do Discurso da Servidão Voluntária

Luís Henrique Monteiro Nunes

Resumo:Nosso objetivo será identificar, na recepção histórica da obra de Étienne de La Boétie, um determinado padrão por nós caracterizado como ação e reação. Para cumprir tal empreitada, elegemos três momentos importantes da acolhida da obra, sobre os quais nos debruçamos e que nos levaram a concluir: a leitura do Discurso da servidão voluntária estimulou historicamente uma recepção inicialmente radical e mobilizadora, motivando em seguida uma reação que, via de regra, intenta domesticar a obra, desqualificando a leitura anterior. Examinaremos, por fim, se tal padrão de recepção pode nos informar algo acerca do próprio conteúdo da obra. Palavras-chave: La Boétie — servidão voluntária — tirania — político

Download do texto completo: recepcao-discurso-servidao-voluntaria

 

 

 

 

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Notas de Leitura: “O Mozart de Elias”

Elias, Norbert.   Mozart : sociologia de um gênio.  Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1995, c1994. 150 p.

Sinopse: O livro traz à tona um Elias apaixonado por música. O cientista social aplica seu enorme poder de percepção a este caso de conflito trágico entre criatividade pessoal e uma sociedade que queria controlá-la. Na opinião de Elias, a música é indissoluvelmente ligada ao tipo de sociedade e à época em que ela é produzida. A obra apresenta, assim, uma bela descrição do relacionamento arte-sociedade no século XVIII, a partir do brilhante estudo sobre a vida e o gênio criativo de Wolfgang Amadeus Mozart. Continue reading

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