Carta desesperada #7040

Foi como um mergulho. Profundo, daqueles que a gente fica azul, fica sem ar, quase se desespera (desesperaria se não estivesse fingindo), mas sempre tem a volta: a gente sempre volta.

Por mais fundo que se vá, por mais fundo que eu já tenha ido, por mais fundo, sempre tem volta. ou não? a gente acredita, pelo menos. porque acredita? eu não sei, mas acredita. a gente mente, mente prá si e pros outros, mas, em alguma hora, a gente acredita.

Talvez porque saiba que, se não acreditar, se só mentir, se não voltar… afoga.

[em memória de Cácio Gabriel]

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