Monthly Archives: January 2009

Ser filósofo; ou, das duas primeiras lições de Filosofia

Ler Montaigne é sempre gratificante. Saímos, após cada ensaio, com a mesma motivação que instigava o autor: pintar a nós mesmos. Na verdade, caberia dizer, esboçar a nós mesmos, para seguirmos com a analogia. Ensaiar-se, esboçar-se, experimentar-se, sinônimos neste contexto onde cabe mais uma honestidade com nosso Eu, como nos colocamos no mundo agora (e, portanto, como, neste instante, interpretamos todo nosso colocar-se), que um pensamento de coerência dura (que visa fugir de algum ressentimento com o que nós fazemos): assumir-se é assumir o que dizemos, dissemos e diremos como bom, mau, certo, errado, justo, injusto – honestidade, neste sentido, é coerência agora.

Imbuído deste motor, lembrava eu das primeiras aulas de Filosofia. Lembrava, seja porque hoje estou formado, seja porque, hoje, estou preparando alguns projetos de pesquisa e, com isso, releio textos com distanciamento e saudosismo. Continue reading

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Arqueologia da Violência – Pierre Clastres

Download do livro na íntegra: clique aqui.

Via www.bibliotecanomade.blogspot.com.

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Hegel, Idealism and Analytic Philosophy – Rockmore

Contents + Introduction: clique aqui.

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O que é a filosofia para Hegel

Hegel busca resgatar para o debate toda filosofia que o precede para demonstrar que “(…)a relação dos sistemas filosóficos do início para com os que vieram mais tarde é em geral a mesma relação dos graus anteriores da idéia lógica para com os posteriores; e, na verdade, de modo que os posteriores contenham em si os anteriores como suprassumidos. É esse o verdadeiro significado da refutação – que ocorre na história da filosofia, e é tantas vezes mal entendida – de um sistema filosófico por outro, e, mais precisamente, do sistema anterior pelo posterior (…) Ora, bem: ainda que se possa conceder que todas as filosofias foram refutadas, deve-se ao mesmo tempo afirmar também que nenhuma filosofia foi refutada; e ainda que também que não pode ser refutada.(…)Qualquer sistema filosófico tem que ser considerado como a exposição de um momento particular, ou de um grau particular no processo-de-desenvolvimento da Idéia.”  (Hegel, adendo ao §86 da Enciclopédia das Ciências Filosóficas em Compêndio, 1830)

[Roubado da Juliana]

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Sonic Youth – The Empty Page

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