Category Archives: Critics

TEORIA DA SEMICULTURA* – Theodor Adorno

O que hoje se manifesta como crise da formação cultural não é um simples objeto da pedagogia, que teria que se ocupar diretamente desse fato, mas também não pode se restringir a uma sociologia que apenas justaponha conhecimentos a respeito da formação. Os sintomas de colapso da formação cultural que se fazem observar por toda parte, mesmo no estrato das pessoas cultas, não se esgotam com as insuficiências do sistema e dos métodos da educação, sob a crítica de sucessivas gerações. Reformas pedagógicas isoladas, indispensáveis, não trazem contribuições substanciais. Poderiam até, em certas ocasiões, reforçar a crise, porque abrandam as necessárias exigências a serem feitas aos que devem ser educados e porque revelam uma inocente despreocupação frente ao poder que a realidade extrapedagógica exerce sobre eles. Igualmente, diante do ímpeto do que está acontecendo, permanecem insuficientes as reflexões e investigações isoladas sobre os fatores sociais que interferem positiva ou negativamente na formação cultural, as considerações sobre sua atualidade e sobre os inúmeros aspectos de suas relações com a sociedade, pois para elas a própria categoria formação já está definida a priori. Continue reading

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A IDÉIA DE HISTÓRIA NATURAL – Theodor Adorno

A IDÉIA DE HISTÓRIA NATURAL(1)

Theodor W. Adorno2

Talvez posso antecipar que a minha fala não é uma “exposição” em sentido próprio, nem uma comunicação de resultados ou uma elaboração sistemática conclusiva, e sim algo que se situa no plano do ensaio, como um esforço de acolher e levar mais longe a problemática da denominada discussão frankfurtiana. Sou consciente do quanto se aborda mal essa discussão, mas também de que seu ponto central está corretamente colocado, e seria falso começar novamente tudo do princípio. Continue reading

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The Social Function of Philosophy – Max Horkheimer 1939

Written: in English in 1939;
Source: Critical Theory. Selected Essays Max Horkheimer, published by Continuum 1982;
Public Domain: this article is free of copyright;
Transcribed: by Andy Blunden.


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ARGUMENTAÇÃO E HABILIDADES COMO PRÁTICA DOCENTE EM FILOSOFIA

José Leonardo Annunziato Ruivo
Graduando em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Jleonardo_ruivo@yahoo.com.br

RESUMO

A prática educacional, em geral, move-se no âmbito da política e no âmbito da teoria do conhecimento. Ou seja, se de um lado temos uma concepção de estado, de outro, temos uma concepção de sujeito que as práticas educacionais devem efetivar. Neste sentido, o presente trabalho pretende, inicialmente, retomar o debate acerca dos currículos de Filosofia a partir da Reforma Benjamin Constant, de 1891, que apontava como meta para esta disciplina a efetivação dos ideais de progresso e de nação, instituídos na Proclamação da República de 1889. Pretende-se percorrer, respectivamente, as reformas Francisco Campos, Capanema e as leis 4024/61 e 5692/71 que demarcam grandes perdas do campo do ensino de Filosofia no Brasil. Por outro lado, veremos que a publicação da Lei 9394/96 (LDB), e de seu polêmico artigo 36, marcam a possibilidade do retorno da obrigatoriedade do ensino de Filosofia nas escolas. Num segundo momento, discutiremos as motivações políticas e suas conseqüências por ocasião da publicação do Parecer CNE/CEB 28/2006 que institucionaliza a obrigatoriedade da Filosofia no Ensino Médio. Pretende-se, então, realizar uma reflexão sobre a prática do ensino de Filosofia partindo tanto da natureza específica deste campo de conhecimento como, também, dos contextos sócioeducacionais que a educação brasileira encontra-se. Sendo assim, se tomarmos a Filosofia enquanto um método de investigação cujo fim não é o fornecimento de respostas, mas, sim, um constante exercício e estímulo do espírito crítico, então, como este trabalho pretende provar, teríamos um ganho maior trabalhando concomitantemente com duas propostas: (i) o ensino através da competência em argumentação (Filosofia da linguagem) (ii) visando o desenvolvimento de habilidades.

PALAVRAS CHAVE: argumentação, ensino médio, prática docente em filosofia

Texto na íntegra: clique aqui.

 

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