Category Archives: Epistemology

Prefácio: A Sociedade contra o Estado

Prefácio de Tania Stolze e Márcio Goldman.

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Epistemologia: uma entrevista

  1. Bachelard foi um epistemólogo francês e uma das teses que ele defende é que a relação entre o conhecimento científico e o senso comum se dá através de uma ruptura, ou seja, a relação entre eles não é de uma continuidade. Quando, por exemplo, um leigo em biologia pensa sobre vida, para Bachelard, seria algo completamente diferente de quando um biólogo, em seu laboratório, pensa também, a palavra vida. Embora sejam a mesma palavra, denominariam coisas completamente diferentes. Então, em que medida a biologia realizaria esta ruptura? Continue reading

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A noção de representação em Durkheim – Fernando Pinheiro Filho

300px-robertfuddbewusstsein17jh.pngRESUMO

O propósito do artigo é investigar a gênese e a construção da noção durkheimiana de representação, de sua origem no neocriticismo francês à incorporação numa sociologia do conhecimento capaz de resolver os impasses implicados na epistemologia kantiana.

Palavras-chave: Émile Durkheim; organização; epistemologia kantiana.

ABSTRACT

This paper presents an analysis of Durkheim’s concept of representation, tracing its origin to the French neocriticism. Durkheim incorporates the concept into a sociology of knowledge that aims at solving the shortcomings of Kantian epistemology.

Keywords: Émile Durkheim; representation; Kantian epistemology.

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Science: conjectures and rafutations – Sir Karl Popper

Karl Popper Download the complete text: Science: conjectures and refutations – Karl Popper

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O nativo relativo – Viveiros de Castro

�ndios brasileirosVIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. O nativo relativo. Mana, abr. 2002, vol.8, no.1, p.113-148. ISSN 0104-9313.

Este artigo tenta extrair as implicações teóricas do fato de que a antropologia não apenas estuda relações, mas que o conhecimento assim produzido é ele próprio uma relação. Propõe-se, assim, uma imagem da atividade antropológica como fundada no pressuposto de que os procedimentos característicos da disciplina são conceitualmente de mesma ordem que os procedimentos investigados. Entre tais implicações, está a recusa da noção corrente de que cada cultura ou sociedade encarna uma solução específica de um problema genérico, preenchendo uma forma universal (o conceito antropológico) com um conteúdo particular (as concepções nativas). Ao contrário, a imagem aqui proposta sugere que os problemas eles mesmos são radicalmente diversos, e que o antropólogo não sabe de antemão quais são eles.

Palavras-chave : Conhecimento Antropológico; Imaginação Conceitual; Cultura; Relação; Perspectivismo.

Download: Nativo Relativo – Viveiros de Castro

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Mundo e espetáculo

ensaio cubista - daruich hilal

Todo ser moral é um ser racional, e é irracional contemplar passivamente uma injustiça que esteja ocorrendo e possa ser evitada. Em tais casos é preciso intervir, e a única coisa que impede um ser racional de intervir ante uma violência é a necessidade — não a vontade — de proteger-se do mais forte (como nos diz Rousseau no Contrato Social 1.3). Mas a força não gera direito, e, tão logo pode, o ser racional faz o que deve, intervindo ante as injustiças.

Há circunstâncias nas quais é legítimo contemplar sem intervir. Nessas situações, típicas do teatro, as falas são colocadas entre aspas, o mundo é colocado entre parêntesis.

Ando pela rua, e logo adiante é encenada uma peça de teatro de rua. Sei que é uma peça pela entonação da voz dos atores, pelos seus movimentos corporais, pela sua maquiagem, pelos elementos cênicos, pelas armas cenográficas que empunham. Tudo isso são marcadores claros que me permitem averiguar que o ator que diz que está morrendo não precisa de ajuda, pois está apenas citando as falas do seu personagem. Esses indicadores me garantem que sou platéia de uma peça teatral, não testemunha de atos de injustiça.

Sem tais marcadores, sem algum meio de averiguar que se trata de uma peça, seria irracional comportar-se de maneira distanciada, contemplando esteticamente os atos de violência que por ventura se dessem na peça. Eis porque é típico do teatro, e da arte em geral, marcar claramente as “aspas” ou “parêntesis” que permitem ao ser racional relaxar e contemplar, ao invés de entender e agir.

Não só a arte demarca cuidadosamente o domínio da contemplação, distinto do domínio da ação. Descartes, na “Primeira Meditação” e em diversos outros lugares da sua obra, deixa muito claro que o domínio da dúvida radical não é o domínio da vida, pois nesse domínio cabe agir, não distanciar-se. Nada mais distante de Descartes do que a idéia que a vida é um sonho.

Fora dessas circunstâncias onde se deixa muito claro que a contemplação é legítima, a passividade ante a visão de uma injustiça é racional e moralmente inaceitável. Se você ouve gritos, vai à janela e presencia um estupro, na ausência de coação física não há nada que justifique uma atitude contemplativa. Seria diferente se você estivesse no cinema e o estupro ocorresse na tela, e a diferença está em que a vida não é um espetáculo.

Da mesma maneira, se você compreende que a estrutura da sua sociedade é injusta, e você tem os meios de modificar essa estrutura, é irracional que você não o faça. Notar uma injustiça social e tomar uma atitude distanciada ante a mesma é irracional, pois a injustiça é um estado do mundo, não um ato de uma peça teatral. Ante o mundo um ser racional age tendo o bem, a verdade e a justiça como objetos formais da sua consideração, e ele só poderia deixar de agir dessa maneira caso estivesse ante um mero espetáculo teatral, não ante o mundo.

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Este texto foi inspirado em idéias de Arthur C. Danto em A Transfiguração do Lugar-Comum, e me beneficiei de discussões com Marden Müller.

Texto retirado de crônicas metafísicas Site bem interessante, com uma série de textos de cunho filosófico. Mais sobre o blogueiro na barra ao lado: César Schirmer.

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