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§ 354, Gaia Ciência – Nietzsche

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Die fröhliche Wissenschaft

http://www.zhurnal.ru/magister/library/babilon/deutsche/nietz/nietz11g.htm

Friedrich Nietzsche, Die fröhliche Wissenschaft (“la gaya scienza”)

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Kundera e Nietzsche põe “o mais pesado dos pesos”

Nietzsche - Munch “E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e dissesse: ‘Esta vida, assim como tua vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes; e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pesnamento e suspiro e tudo o que há de indizivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e seqüência – e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez – e tu com ela, poeirinha da poeira!’ – Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasse assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderias: ‘Tu és um deus, e nunca ouvi mais divino!’

Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como és, ele te transformaria e talvez te triturasse; a pergunta, diante de tudo e de cada coisa: ‘Quero isto ainda uma vez e ainda inúmeras vezes?’ pesaria como o mais pesado dos pesos sobre teu agir! Ou então, como terias de ficar de bem contigo mesmo e com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?” (Nietzsche, Gaia Ciência, 341)

O “das schwerste Gewicht”, o mais pesado dos pesos, carrega consigo uma gama de questões. A teoria do eterno retorno seria um meio de purificação, prova de coragem, exercício de instrospecção, guia de conduta ou imperativo existencial? Ou mesmo, aproximar-se-ia da primeira formulação kantiana do imperativo categórico (‘age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal’)? Continue reading

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