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Quando cada caso NÃO é um caso – Cláudia Fonseca

imagem.jpg CLAUDIA FONSECA, doutora pela EHESS, Paris, éprofessora titular de antropologia no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faz pesquisa na área de organização familiar, camadas populares e direitos humanos. Entre suas publicações recentes, incluem-se: Caminhos de adoção (Cortez, 1995), Honra, família e gênero (Editora da UFRGS, no prelo) e a organização de um número especial da revista Horizontes Antropológicos: “Diversidade Cultural e Cidadania”
(PPGAS/UFRGS, 1999).

Texto na íntegra:Claudia Fonseca – Quando cada caso…

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O nativo relativo – Viveiros de Castro

�ndios brasileirosVIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. O nativo relativo. Mana, abr. 2002, vol.8, no.1, p.113-148. ISSN 0104-9313.

Este artigo tenta extrair as implicações teóricas do fato de que a antropologia não apenas estuda relações, mas que o conhecimento assim produzido é ele próprio uma relação. Propõe-se, assim, uma imagem da atividade antropológica como fundada no pressuposto de que os procedimentos característicos da disciplina são conceitualmente de mesma ordem que os procedimentos investigados. Entre tais implicações, está a recusa da noção corrente de que cada cultura ou sociedade encarna uma solução específica de um problema genérico, preenchendo uma forma universal (o conceito antropológico) com um conteúdo particular (as concepções nativas). Ao contrário, a imagem aqui proposta sugere que os problemas eles mesmos são radicalmente diversos, e que o antropólogo não sabe de antemão quais são eles.

Palavras-chave : Conhecimento Antropológico; Imaginação Conceitual; Cultura; Relação; Perspectivismo.

Download: Nativo Relativo – Viveiros de Castro

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Nunca Generalize

Texto extraído do jornal Correio do Povo (www.cpovo.net) dia 14/02/2008

Juremir Machado da Silva

NUNCA GENERALIZE

Eu já fui acusado de muita coisa negativa. Até do que não é negativo. Por exemplo, homossexual. Não sou. Mas qual o problema em ser? Quando me chamaram de gremista, eu me irritei. Mas não é infamante ser gremista. Minha mulher é gremista. Já me criticaram, por exemplo, por generalizar. Disseram-me bem assim: nunca generalize. Generalizar é um erro. A minha resposta é simples: isso é uma generalização. Em inúmeras situações, generalizar é essencial. A ciência funciona com base em generalizações. Observa-se um fenômeno ou um conjunto de comportamentos e tira-se uma conclusão com valor geral. Sob certas condições. Há confusão entre generalizar, exagerar e totalizar. Quem generaliza, em geral, não totaliza, mas pode exagerar. Num ‘sempre foi assim’ pode haver totalização, exagero ou, dependendo do contexto, generalização. O problema não é a generalização em si, mas a generalização improcedente, indevida, falsa.
A generalização pode ter um efeito retórico sem ser falsa. Um leitor me envia uma questão a ser analisada. Segundo ele, nenhum candidato ao vestibular da Ufrgs foi excluído, com nota maior, em função da entrada de um cotista com nota menor. Ele destaca: nenhum. O raciocínio dele é o seguinte: quem não entrou, foi excluído, na categoria em que estava concorrendo, pelos que tiraram nota mais alta. Em outras palavras, haveria, fixado em edital, um número de vagas em disputa para não-cotistas e outro número de vagas para cotistas. Eram dois concursos num só. O leitor antecipa o contra-argumento de que as vagas para cotistas foram deduzidas previamente do total das vagas existente antes das cotas. Para ele, isso só aumentou o índice de exigência numa das categorias do concurso. Mas, mesmo que vagas tivessem sido acrescentadas, reclamações aconteceriam de parte de quem ficasse de fora, pois é a própria divisão em categorias que está em discussão. Ou seja, a regra do jogo.

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