Category Archives: Philosophy

VII Semana Acadêmica da Filosofia – UFRGS

Este ano, a VII Semana Acadêmica da Filosofia da UFRGS dá seqüência as propostas de (i) valorizar a produção acadêmica no âmbito da pesquisa na área de filosofia – mas também em áreas que se avizinham da filosofia, e que exploram tal vizinhança, e (ii) incentivar à maior inclusão dos alunos de graduação no cotidiano da pesquisa acadêmica em filosofia.
Desse  modo, estamos recebendo trabalhos de estudantes de graduação visando incluir não apenas resultados pontuais de pesquisa ou apresentação de monografias concluídas, mas resenhas, intenções de pesquisa, explorações sobre metodologia de pesquisa, apresentação do plano geral de projetos de pesquisa e trabalhos em progresso.
Regulamento:  2009_REGULAMENTO_VII_SAF
Formulário de inscrição: formulario_de_inscricao_vii_saf_ufrgs_2009
Mais informações: Blog do Cadafi-UFRGS ou pelo email: cadafi.ufrgs@yahoo.br.

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Ser filósofo; ou, das duas primeiras lições de Filosofia

Ler Montaigne é sempre gratificante. Saímos, após cada ensaio, com a mesma motivação que instigava o autor: pintar a nós mesmos. Na verdade, caberia dizer, esboçar a nós mesmos, para seguirmos com a analogia. Ensaiar-se, esboçar-se, experimentar-se, sinônimos neste contexto onde cabe mais uma honestidade com nosso Eu, como nos colocamos no mundo agora (e, portanto, como, neste instante, interpretamos todo nosso colocar-se), que um pensamento de coerência dura (que visa fugir de algum ressentimento com o que nós fazemos): assumir-se é assumir o que dizemos, dissemos e diremos como bom, mau, certo, errado, justo, injusto – honestidade, neste sentido, é coerência agora.

Imbuído deste motor, lembrava eu das primeiras aulas de Filosofia. Lembrava, seja porque hoje estou formado, seja porque, hoje, estou preparando alguns projetos de pesquisa e, com isso, releio textos com distanciamento e saudosismo. Continue reading

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Arqueologia da Violência – Pierre Clastres

Download do livro na íntegra: clique aqui.

Via www.bibliotecanomade.blogspot.com.

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Hegel, Idealism and Analytic Philosophy – Rockmore

Contents + Introduction: clique aqui.

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O que é a filosofia para Hegel

Hegel busca resgatar para o debate toda filosofia que o precede para demonstrar que “(…)a relação dos sistemas filosóficos do início para com os que vieram mais tarde é em geral a mesma relação dos graus anteriores da idéia lógica para com os posteriores; e, na verdade, de modo que os posteriores contenham em si os anteriores como suprassumidos. É esse o verdadeiro significado da refutação – que ocorre na história da filosofia, e é tantas vezes mal entendida – de um sistema filosófico por outro, e, mais precisamente, do sistema anterior pelo posterior (…) Ora, bem: ainda que se possa conceder que todas as filosofias foram refutadas, deve-se ao mesmo tempo afirmar também que nenhuma filosofia foi refutada; e ainda que também que não pode ser refutada.(…)Qualquer sistema filosófico tem que ser considerado como a exposição de um momento particular, ou de um grau particular no processo-de-desenvolvimento da Idéia.”  (Hegel, adendo ao §86 da Enciclopédia das Ciências Filosóficas em Compêndio, 1830)

[Roubado da Juliana]

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Sur Les origines de la domination politique: a propos d’Etienne La Boetie et de Pierre Clastres

Artigo de Pierre Birnbaum, em que o autor se propõe a realizar um balanço da proposta de antropologia política de Pierre Clastres à luz de Étienne de La Boétie. Neste, o autor realiza uma defesa da antropologia política de Lapierre, antropologia de cunho etnocêntrico e evolucionista, conforme as críticas operadas por Clastres no “Copérnico e os Selvagens”.

Leitura fundamental para interessados em Antropologia Política. Encontra-se na Revista Francesa de Ciência Política, publicada em 1977, v.1.

Disponível online aqui.

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Prefácio: A Sociedade contra o Estado

Prefácio de Tania Stolze e Márcio Goldman.

Download Prefácio.

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VI Semana Acadêmica de Filosofia da UFRGS/ 2008

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Notas de leitura: sonhando de olhos bem fechados

 Schnitzler, Arthur.   Breve romance de sonho.  São Paulo: Companhia das Letras, 2000. 121 p.

Sinopse: da Folha de S.Paulo

Tudo vai bem na vida do dr. Fridolin e de sua mulher, Albertine. Ambos são jovens, belos, prósperos e têm uma filhinha adorável. Pode-se dizer que, na Viena dos anos 1920, eles formam uma família burguesa exemplar.

Até que, numa noite, depois de um baile de máscaras e vários goles de champanhe, Albertine decide confessar ao marido uma antiga fantasia erótica. Perturbado pela história secreta de sua mulher, o dr. Fridolin sai no meio da noite para atender a um paciente em estado grave.

A partir desse momento, tudo o que parecia dar sustentação ao mundo das personagens começa a entrar numa espécie de vertigem. Rapidamente o dr. Fridolin se vê enredado numa estranha aventura sexual, em que o desejo e o perigo de morte se auto-alimentam. Ao final da narrativa, o leitor fica com a impressão de que a volta à “realidade de todos os dias” não será mais possível – não para as personagens que a vivenciaram.

Nesta pequena obra-prima de Arthur Schnitzler, as estruturas da vida psíquica e familiar são abaladas e expostas até os alicerces. Baseado nela, o cineasta norte-americano Stanley Kubrick fez, em 1999, seu filme de despedida: De Olhos Bem Fechados, com Tom Cruise e Nicole Kidman nos papéis principais. Continue reading

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Notas de Leitura: A confusão torta

Musil, Robert.   O jovem Törless.  Rio de Janeiro: O Globo, 2003. 157 p.

Sinopse: da Folha de S.Paulo

Na virada do século 19 para o 20, um grupo de jovens cadetes passa pela velha experiência do confinamento: estão todos afastados de casa, longe dos pais, internados em um colégio militar do antigo império Austro-Húngaro. Törless é um desses adolescentes, e sua história se assemelha muito às experiências vividas na juventude por seu criador, Robert Musil.

Acostumado a um ambiente familiar que sempre lhe pareceu claro e equilibrado, Törless agora se vê na contingência de ter que amadurecer por conta própria, entre seus pares. A rígida disciplina do colégio e as relações entre os que vivem ali dentro (alunos, professores, funcionários) logo manifestam seus mecanismos de perversão. Os mais fortes se reúnem para espezinhar os mais frágeis, os sádicos dão as mãos aos masoquistas, e a sexualidade se exercita como se pode, com prostitutas ou entre os próprios alunos.

Enquanto assiste como um espectador – ou ator relutante – à rotina do internato, o protagonista escreve longas cartas à família, na tentativa de lançar pontes entre a vida obscura do colégio e a suposta vida normal do mundo lá fora, o presente “doentio” e o passado “saudável”. Mas aos poucos tudo o que o cerca é contaminado pela atmosfera de ódio e irracionalismo que marca as relações pessoais, os afetos e a memória.

Este romance do jovem Musil prepara rigorosamente, com tintas expressionistas, o cenário de hostilidade e abjeção que caracterizaria a Europa do entre-guerras.
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