Category Archives: Politics

Sur Les origines de la domination politique: a propos d’Etienne La Boetie et de Pierre Clastres

Artigo de Pierre Birnbaum, em que o autor se propõe a realizar um balanço da proposta de antropologia política de Pierre Clastres à luz de Étienne de La Boétie. Neste, o autor realiza uma defesa da antropologia política de Lapierre, antropologia de cunho etnocêntrico e evolucionista, conforme as críticas operadas por Clastres no “Copérnico e os Selvagens”.

Leitura fundamental para interessados em Antropologia Política. Encontra-se na Revista Francesa de Ciência Política, publicada em 1977, v.1.

Disponível online aqui.

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Prefácio: A Sociedade contra o Estado

Prefácio de Tania Stolze e Márcio Goldman.

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O Discurso da Servidão Voluntária ou O Contra Um – Etienne de la Boétie

Manuscrito De Mesmes 

texto estabelecido por Pierre Léonard 

Em ter vários senhores nenhum bem sei,

Que um seja o senhor, e que um só seja o rei.

dizia Ulisses em Homero, falando em público. Se nada mais tivesse dito, senão: Em ter vários senhores nenhum bem sei, estaria tão bem dito que bastaria; mas se para raciocinar precisava dizer que a dominação de vários não podia ser boa, pois o poderio de um só é duro e insensato tão logo tome o título de senhor, em vez disso foi acrescentar a contrário:

Que um só seja o senhor, e que um só seja o rei.  Continue reading

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Ação e Reação: uma leitura da recepção histórica do Discurso da Servidão Voluntária

Luís Henrique Monteiro Nunes

Resumo:Nosso objetivo será identificar, na recepção histórica da obra de Étienne de La Boétie, um determinado padrão por nós caracterizado como ação e reação. Para cumprir tal empreitada, elegemos três momentos importantes da acolhida da obra, sobre os quais nos debruçamos e que nos levaram a concluir: a leitura do Discurso da servidão voluntária estimulou historicamente uma recepção inicialmente radical e mobilizadora, motivando em seguida uma reação que, via de regra, intenta domesticar a obra, desqualificando a leitura anterior. Examinaremos, por fim, se tal padrão de recepção pode nos informar algo acerca do próprio conteúdo da obra. Palavras-chave: La Boétie — servidão voluntária — tirania — político

Download do texto completo: recepcao-discurso-servidao-voluntaria

 

 

 

 

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O conflito entre a natureza humana e a condição humana no contexto atual das ciências sociais – Héctor Leis

 

 

 

RESUMO

O conhecimento é marcado por duas culturas distintas: uma que promove a interação entre os diferentes objetos de estudos e outra que os exclui, marcada por especializações e que caracteriza a Modernidade. O trabalho inter e transdisciplinar sobre problemas preementes do presente momento possibilita romper com essa última perspectiva. Várias são as proposições apresentadas para a sua efetivação, sendo que no presente texto a abordagem ressalta a perspectiva das ciências sociais na construção interdisciplinar do conhecimento. A dimensão ambiental do conhecimento permeia a reflexão aqui elaborada.

 

Palavras-chave: natureza humana, condição humana, interdisciplinaridade, modernidade, ciências sociais.

conflito-natureza-condicao-humana-leis

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”Maio de 68” o que virou? – Paulo Ghiraldelli Jr.

”Maio de 68” não representa mais nada de importante? Depois de 40 anos das revoltas da juventude no mundo todo – por motivos variados em cada país -, o movimento que alguns chamaram de as ”barricadas do desejo” é visto como tendo fracassado e, ao mesmo tempo, mudado o mundo. Há alguma utilidade na sua lembrança senão a de criar algumas mesas-redondas em universidades? Continue reading

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CRÍTICA DA MORAL COMO POLÍTICA EM NIETZSCHE – Oswaldo Giacóia Júnior

Já se consagrou como corrente de interpretação largamente difundida aquela que distingue na filosofia de Nietzsche uma intenção e significado fundamentalmente políticos. Nesse sentido caminha, por exemplo, a recepção do início do século (posteriormente conhecida como ‘culto a Nietzsche’ – em especial ao longo dos anos 20 e 30 -), que o considerava defensor de um ultra-libertário amoralismo esteticista, socialmente irresponsável, desprezando vínculos de solidariedade para com os direitos fundamentais da pessoa; também aquela que o interpreta como partidário de um maquiavelismo despótico, retrógrado, saudosista das aristocracias grega e renascentista, ou como precursor dos sistemas ideológicos totalitários e mesmo kriptofacista; mas não faltaram também exegeses em sentido inverso, que acentuavam a rebeldia emancipatória presente na filosofia política nietzscheana, seu curioso parentesco teórico com a esquerda hegeliana de M. Stirner ou até mesmo com o anarquismo. De toda maneira, é no espectro variado de interpretações dessa espécie que se cristalizou um entendimento político da filosofia nietzscheana. Assim é que, durante a trajetória montante do nacional-socialismo e no período de sua consolidação, A. Bäumler e A. Rosenberg, por exemplo, vêm em Nietzsche uma justificação filosófica de seu regime totalitário; e G. Lukács, nos anos cinqüenta, em especial em seu famoso livro A Destruição da razão, julga poder situar o essencial do pensamento de Nietzsche em sua visceral hostilidade para com o socialismo, apostrofando-o de fundador do irracionalismo característico do período imperialista do capitalismo ocidental

Acesse aqui o texto na íntegra.

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