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Quote

“Sempre evitei falar de mim, falar-me.

Quis falar de coisas.

Mas na seleção dessas coisas não haverá um falar de mim?”

João Cabral de Melo Neto

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A insustentável leveza do ser – Kundera

Capítulo 17

KunderaDesde o primeiro dia de ocupação que os aviões russos se cruzavam durante toda a noite no céu de Praga. Tomas desabituara-se do barulho e não conseguia adormecer.

Virava-se na cama, ao lado de Tereza já a dormir, pensando no que ela lhe dissera há vários anos no meio de uma conversa banal. Estavam a falar de Z., um amigo de Tomas, e Tereza declarara: ”Se não te tivesse encontrado, tinha me apaixonado por ele.” Continue reading

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Renato russo – Comédia romântica

Eu tenho os meus amigos e quando a vida dói eu tento me concentrar num caminho fácil..

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Minima Moralia, §122

Wahr sind nur die Gedanken, die sich selber nicht verstehen.

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Rodrigo Duarte – Teoria Crítica da Indústria Cultural

084.jpgVilém Flusser diz, sobre a televisão, que nela existe uma desproporção entre sua simplicidade operacional – basta ligar o aparelho e selecionar o canal desejado – e sua complexidade estrutural, i.e., um sistema em cuja produção existem inúmeras e intrincadas mediações, que não são de modo algum ‘visíveis’ a olho nu, comportanto uma considerável perda de autonomia por parte do usuário: ‘Em jogos estruturalmente complexos e funcionalmente simples existe o perigo de que o ‘jogador’ se torne a bola do jogo, porque ele parece dominar de tafo forças que lhe são misteriosas, mas pode ser tragado por essas forças exatamente porque elas lhe permanecem misteriosas’. (Für eine Phänomenologie des Fernsehens, p. 106).

In: DUARTE, Rodrigo. Teoria crítica da indústria cultural, Belo Horizonte, Editora UFMG, 2003. p. 189, nota 1

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Memória

12AngryManEsse é nosso destino: amor sem conta, distribuído pelas coisas pérfidas e nulas, doação ilimitada a completa ingratidão, e na concha vazia do amor a procura medroza, paciente, de mais e mais amor (Carlos de Andrade)

Todo aquele que ingressa na busca de si recorre a memórias que lhe darão um fio condutor, uma base sólida para a edificação de seu EU.

Meu caso, por exemplo, relaciona-se com a idéia de desafio. Este estranho desejo, contudo, como todo desejo, é impulsionado ao infinito. Viciei-me no desafio. De tal forma que mais não era necessário vencer, o importante era o desafio.

Quando criança, dentre os maiores desafios estava o que se relacionava com o maior interdito: a mentira. Mentir é algo negado porque ele relaciona-se em oposição a uma virtude: a honestidade. Mentir é errado porque é um vício, assim como o desejo e, assim como todo vício, precisam ser suprimidos (até porque, enquanto negatividade, ou melhor, ausência, os vícios não possuem existência própria e, portanto, não podem protagonizar, caracterizar um EU: não se é mau em si, se é mau porque não se é bom). Continue reading

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