Category Archives: Self

Só: sozinho, solitário.

Se escrever sobre algo refletisse um pensamento e, se todo pensamento, refletisse um modo de ser e se, isso tudo, fosse chamado de filosofia, então, este seria um texto filosófico. Mas, se assim fosse, (porque isto não é um texto, e porque não pode ser considerado filosófico), chamar-se-ia de ‘Um ensaio acerca da sinonímia solitário-sozinho’. Continue reading

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Solidão do super-homem [sentimento compartilhado]

Loucura
Lou-cura
Lou diva

Salomés
Ruínas
do Batista
e do Anticristo
Precipício

Pressuposto
O suplício
Dionísio

Poeta
Verdade que afeta
Cárcere privado
De chagas per-furado
Sob o manto do profeta
Porta trancada
Teto que desce
A-perto que aquece

Dor que não esquece,
Inferno, as feras
Desarmonia das esferas

A bruma
Sem rumo
Nem eira
Poeira
À beira
do abismo

ab-surdo
ab-sinto

Sinto?
Santo?

Manto?
Minto?

-Unzuhause-

“Entra ano, sai ano, a falta de um amor humano verdadeiramente renovador e salutar, a solidão absurda que ela traz consigo a ponto de tornar quase todo vínculo remanescente com as pessoas uma causa de novas feridas: tudo isso é a pior coisa possível, e tem sua única justificativa em si mesmo, a justificativa de ser necessário”

NIETZSCHE
carta de 03 de fevereiro de 1888, meses antes do mergulho do filósofo na longa noite final na loucura

Carinhosametne roubado de http://unzuhause77.blogspot.com/

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Theodor Adorno – Sobre Sujeito e Objeto

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Em se tratando de considerações sobre sujeito e objeto, a dificuldade consiste em indicar do que se deve propriamente falar. É notório que os termos são equívocos. Assim, sujeito pode referir-se tanto ao indivíduo particular [einzelne Individuum] quanto a determinações gerais; de acordo com os termos dos Prolegômenos kantianos, à consciência em geral. Continue reading

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#10/7/2007

Dormir e acordar não tinham mais diferença. Sempre havia escutado histórias tenebrosas ou mesmo visto seriados de ficção científica ondeo dia e a noite, memória e esquecimento, sono e vigília confundiam-se. Na verdade, já tinha escolhido isto enquanto estádio alcoólico, acoolizado.

De modo diferente isto manifestava-se agora.

Não contava nem ousava dizer seus sonhos. Não ligava para sonhos. Mas sonhava. E eles eram, nada mais, nada mesnos que extensões da realidade: não se distinguiam mais dormir e acordar.

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Gerônimo e Bianca (Eduardo e Mônica versão 7)

Gerônimo cismava pensando em Bianca.
Fazia muito, ou pouco, não importava, tinham se visto e, mais uma vez, as palavras trancavam na garganta. Sempre trancadas, sempre trancando, Gerônimo sabia disso: era um ‘eu te amo’ que queria sair. Continue reading

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# 963201

Me fiz em pedaços
me faço
pedaços

Inteiro?
pedaços de Eu.

Se me fiz em pedaços
pedaços de Eu
despedaçado estou

Eu e Eu.

Um dia não fomos despedaçados?

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Prá suportar uma costela de Adão

Vem, vem
como um suspiro que, alegre, diz:
“oi!”
entusiasmado.

Te encaixa como Amante
deste Locatário
senhor do peso e da história do fracasso

Me ama como nunca amaste alguém
porque te amo como se não amasse ninguém.

Faz feliz, faz.
Alegre e triste, faz.
presente ou ausente,
faz…

Faz, como bicho carente
que, silenciosamente, se aquieta nos meus braços
no meu peito.

Faz!

 

“Pauca, sed bona”

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