Category Archives: Social Justice

O Discurso da Servidão Voluntária ou O Contra Um – Etienne de la Boétie

Manuscrito De Mesmes 

texto estabelecido por Pierre Léonard 

Em ter vários senhores nenhum bem sei,

Que um seja o senhor, e que um só seja o rei.

dizia Ulisses em Homero, falando em público. Se nada mais tivesse dito, senão: Em ter vários senhores nenhum bem sei, estaria tão bem dito que bastaria; mas se para raciocinar precisava dizer que a dominação de vários não podia ser boa, pois o poderio de um só é duro e insensato tão logo tome o título de senhor, em vez disso foi acrescentar a contrário:

Que um só seja o senhor, e que um só seja o rei.  Continue reading

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fotografiaditucavieira.jpgFavela de Paraisópolis faz divisa com prédio de luxo no bairro do Morumbi, em São Paulo. Foto de Tuca Vieira.

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Filosofia e Ações afirmativas

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Centro Acadêmico da Filosofia
(CADAΦ)

Convida:

“Ação afirmativa ou discriminação compensatória: um caminho pra a igualdade”

Palestrante: Professor Doutor Nelson Boeira (Departamento de Filosofia da UFRGS).

Data: 20/03/2008 (quinta-feira)
Horário: 15:45 h
Local: Panteon do IFCH

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MP teme trote em bixo cotista

A preocupação com a segurança de calouros cotistas da Ufrgs neste início de ano acadêmico, a partir de segunda-feira, reuniu ontem, no Ministério Público Estadual, representantes do diretório Central e das faculdades. A audiência junto com o Ministério Público Federal foi marcada após denúncia do Fórum de Ações Afirmativas da Ufrgs, com material em anexo do site Orkut. Estudantes estariam incentivando, numa comunidade, a prática de atos de violência em trotes contra cotistas.
A procuradora da República Carolina da Silveira Medeiros pediu esclarecimentos sobre a recepção. Representantes estudantis garantiram não haver orientação para trote violento. Segundo a promotora de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos, Miriam Balestro, os estudantes deixaram a reunião conscientes de que atos de discriminação podem acarretar responsabilização criminal, ação de dano moral e exclusão da universidade. ‘A idéia é evitar agressões inaceitáveis.’ A denúncia recebida pelo Ministério Público Estadual foi enviada ao Ministério Público Federal, que analisará o caso e receberá futuras denúncias de discriminação, se houver registro de problemas nesse sentido.

CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, SÁBADO, 1º DE MARÇO DE 2008

VIOLÊNCIA FÍSICA E PSICOLÓGICA
NÃO É TROTE!
DENUNCIE!

DCE UFRGS: dce@ufrgs.br – Tel.: 3308.4032 / 3308.4205
Fórum de Ações Afirmativas UFRGS: forum.acoes.afirmativas.ufrgs@gmail.com
Ministério Público / RS – Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos: dhumanos@mp.rs.gov.br – Tel.: 3288.8953
Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos: caodireitoshumanos@mp.rs.gov.br – Tel.: 3295.1170

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Nos arquivos

10_Desdile_da_Mocidade_Portuguesa_Feminina_do_liceu_cedida_por_Laura_Lopes.jpg
Em 1937, a Mocidade Portuguesa Feminina nascia com o objectivo de criar a nova mulher portuguesa: a mulher portuguesa, boa esposa, boa mãe, boa doméstica, boa cristã… A este propósito, espreitar aqui. Para que não se repita, e, sobretudo, para que não se esqueça.

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Nunca Generalize

Texto extraído do jornal Correio do Povo (www.cpovo.net) dia 14/02/2008

Juremir Machado da Silva

NUNCA GENERALIZE

Eu já fui acusado de muita coisa negativa. Até do que não é negativo. Por exemplo, homossexual. Não sou. Mas qual o problema em ser? Quando me chamaram de gremista, eu me irritei. Mas não é infamante ser gremista. Minha mulher é gremista. Já me criticaram, por exemplo, por generalizar. Disseram-me bem assim: nunca generalize. Generalizar é um erro. A minha resposta é simples: isso é uma generalização. Em inúmeras situações, generalizar é essencial. A ciência funciona com base em generalizações. Observa-se um fenômeno ou um conjunto de comportamentos e tira-se uma conclusão com valor geral. Sob certas condições. Há confusão entre generalizar, exagerar e totalizar. Quem generaliza, em geral, não totaliza, mas pode exagerar. Num ‘sempre foi assim’ pode haver totalização, exagero ou, dependendo do contexto, generalização. O problema não é a generalização em si, mas a generalização improcedente, indevida, falsa.
A generalização pode ter um efeito retórico sem ser falsa. Um leitor me envia uma questão a ser analisada. Segundo ele, nenhum candidato ao vestibular da Ufrgs foi excluído, com nota maior, em função da entrada de um cotista com nota menor. Ele destaca: nenhum. O raciocínio dele é o seguinte: quem não entrou, foi excluído, na categoria em que estava concorrendo, pelos que tiraram nota mais alta. Em outras palavras, haveria, fixado em edital, um número de vagas em disputa para não-cotistas e outro número de vagas para cotistas. Eram dois concursos num só. O leitor antecipa o contra-argumento de que as vagas para cotistas foram deduzidas previamente do total das vagas existente antes das cotas. Para ele, isso só aumentou o índice de exigência numa das categorias do concurso. Mas, mesmo que vagas tivessem sido acrescentadas, reclamações aconteceriam de parte de quem ficasse de fora, pois é a própria divisão em categorias que está em discussão. Ou seja, a regra do jogo.

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Quem tem direito ao “uso do véu”? (uma contribuição para pensar a questão brasileira)

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Acesse o texto aqui

Céli Regina Jardim Pinto – Professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre-RS. celirjp@terra.com.br

RESUMO
Este artigo analisa o dilema entre as posturas defensoras do universalismo e das diferenças, tendo como pressuposto que ambas podem resultar no reforço de essencialisarmos excludentes em cenários sociais de desigualdade. A hipótese que foi perseguida é a de que mesmo tomando como primado a necessidade da construção de uma “igualdade mínima essencial” isso só pode ocorrer tomando em consideração os princípios e as lutas que se organizam em torno do direito à diferença. Este paper tratará basicamente com a questão brasileira. A discussão que será levada a efeito aqui tem como base dois textos fundamentais: o relatório da comissão de alto nível que recomendou ao governo francês a proibição do uso véu pelas jovens mulçumanas nas escolas públicas francesas e o último livro de Seyla Benhabib – The Claim of Culture. Palavras-chave: Universalismo, Diferença, Mulheres, Religião, Esfera Pública.

Who has the right of using the scarf: (a contribution to think the Brazilian question)

ABSTRACT
This article analyses the dilemma between the positions that has defended the universalism and those that has defended the differences, having as presupposition that both can result in the strong ness of exclude essentialism in scenario of social inequalities. The hypothesis that has pursued is as the follow: taking as presupposition the necessity of the construction of a “minimal essential equality” this only can take places taken into consideration the principle and the struggles that organize themselves around the right to the difference. This paper will discuss mainly the Brazilian question. The discussion that will be done in this paper has as bases two fundamentals texts: the Report of the High Commission that has recommended to the French government the prohibition of the use of the scarf by the young Muslim women in the French public school and the last book that was written by Seyla Benhabib – The Claim of Culture. Key Words: Universalism, Difference, Women, Religion, Public Sphere.

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