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Sur Les origines de la domination politique: a propos d’Etienne La Boetie et de Pierre Clastres

Artigo de Pierre Birnbaum, em que o autor se propõe a realizar um balanço da proposta de antropologia política de Pierre Clastres à luz de Étienne de La Boétie. Neste, o autor realiza uma defesa da antropologia política de Lapierre, antropologia de cunho etnocêntrico e evolucionista, conforme as críticas operadas por Clastres no “Copérnico e os Selvagens”.

Leitura fundamental para interessados em Antropologia Política. Encontra-se na Revista Francesa de Ciência Política, publicada em 1977, v.1.

Disponível online aqui.

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O Discurso da Servidão Voluntária ou O Contra Um – Etienne de la Boétie

Manuscrito De Mesmes 

texto estabelecido por Pierre Léonard 

Em ter vários senhores nenhum bem sei,

Que um seja o senhor, e que um só seja o rei.

dizia Ulisses em Homero, falando em público. Se nada mais tivesse dito, senão: Em ter vários senhores nenhum bem sei, estaria tão bem dito que bastaria; mas se para raciocinar precisava dizer que a dominação de vários não podia ser boa, pois o poderio de um só é duro e insensato tão logo tome o título de senhor, em vez disso foi acrescentar a contrário:

Que um só seja o senhor, e que um só seja o rei.  Continue reading

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FENOMENOLOGIA DO ESPÍRITO: A – INDEPENDÊNCIA E DEPENDÊNCIA DA CONSCIÊNCIA-DE-SI: DOMINAÇÃO E ESCRAVIDÃO

G. W. F. Hegel

     178 – [Das Selbstbewusstsein] A consciência-de-si é em si e para si quando e porque é em si e para si para uma Outra; quer dizer, só é como algo reconhecido. O conceito dessa sua unidade em sua duplicação, [ou] da infinitude que se realiza na consciência-de-si, é um entrelaçamento multilateral e polissêmico. Assim seus momentos devem, de uma parte, ser mantidos rigorosamente separados, e de outra parte, nessa diferença, devem ser tomados ao mesmo tempo como não-diferentes, ou seja, devem sempre ser tomados e reconhecidos em sua significação oposta.

     O duplo sentido do diferente reside na [própria] essência da consciência-de-si: [pois tem a essência] de ser infinita, ou de ser imediatamente o contrário da determinidade na qual foi posta. O desdobramento do conceito dessa unidade espiritual, em sua duplicação, nos apresenta o movimento do reconhecimento. Continue reading

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fotografiaditucavieira.jpgFavela de Paraisópolis faz divisa com prédio de luxo no bairro do Morumbi, em São Paulo. Foto de Tuca Vieira.

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The Stanford Prision Experiment

Sobre o projeto: http://pt.wikipedia.org/wiki/Experimento_de_aprisionamento_de_Stanford

Apresentação da pesquisa (EN): http://www.prisonexp.org/

Artigo sobre a pesquisa (EN): clique aqui

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MP teme trote em bixo cotista

A preocupação com a segurança de calouros cotistas da Ufrgs neste início de ano acadêmico, a partir de segunda-feira, reuniu ontem, no Ministério Público Estadual, representantes do diretório Central e das faculdades. A audiência junto com o Ministério Público Federal foi marcada após denúncia do Fórum de Ações Afirmativas da Ufrgs, com material em anexo do site Orkut. Estudantes estariam incentivando, numa comunidade, a prática de atos de violência em trotes contra cotistas.
A procuradora da República Carolina da Silveira Medeiros pediu esclarecimentos sobre a recepção. Representantes estudantis garantiram não haver orientação para trote violento. Segundo a promotora de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos, Miriam Balestro, os estudantes deixaram a reunião conscientes de que atos de discriminação podem acarretar responsabilização criminal, ação de dano moral e exclusão da universidade. ‘A idéia é evitar agressões inaceitáveis.’ A denúncia recebida pelo Ministério Público Estadual foi enviada ao Ministério Público Federal, que analisará o caso e receberá futuras denúncias de discriminação, se houver registro de problemas nesse sentido.

CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, SÁBADO, 1º DE MARÇO DE 2008

VIOLÊNCIA FÍSICA E PSICOLÓGICA
NÃO É TROTE!
DENUNCIE!

DCE UFRGS: dce@ufrgs.br – Tel.: 3308.4032 / 3308.4205
Fórum de Ações Afirmativas UFRGS: forum.acoes.afirmativas.ufrgs@gmail.com
Ministério Público / RS – Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos: dhumanos@mp.rs.gov.br – Tel.: 3288.8953
Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos: caodireitoshumanos@mp.rs.gov.br – Tel.: 3295.1170

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Álibis

conceito-dominacao-negocio-batida-cavaleiro-nocao-gs096015.jpgHegel, nas passagens da Fenomenologia do Espírito (FE), na parte conhecida como A Dialética do Senhor e do Escravo, apresenta a tentativa fracassada de uma consciência (um Self), após sua formação na egoidade, na relação puramente sujeito – objeto, de buscar a liberdade. Essa liberdade, como bem nos frisa o filósofo alemão, não pode existir individualmente (e nisso concorda com Aristóteles, na Política: um homem que não vive em sociedade é um imbecil ou um deus): a vida humana e, por conseguinte, todo conceito, só existe intersubjetivamente.

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Nos arquivos

10_Desdile_da_Mocidade_Portuguesa_Feminina_do_liceu_cedida_por_Laura_Lopes.jpg
Em 1937, a Mocidade Portuguesa Feminina nascia com o objectivo de criar a nova mulher portuguesa: a mulher portuguesa, boa esposa, boa mãe, boa doméstica, boa cristã… A este propósito, espreitar aqui. Para que não se repita, e, sobretudo, para que não se esqueça.

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Justice vs Power: Chomsky and Foucault

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Cerveja, masculinidade e disputa social

Recentemente, a cerveja portuguesa TAGUS cogitou o lançamento de uma campanha intitulada ‘Orgulho hétero’:

Cartaz Orgulho Hétero

“A TAGUS, cerveja puro malte, criou uma nova campanha publicitária que tem como conceito o orgulho heterosexual. (…)
Esta supreendente campanha também originou a criação de um novo site Tagus: http://www.orgulhohetero.com, onde a marca pretende desenvolver este conceito e promover o convívio entre jovens do sexo oposto.

O site do orgulho da TAGUS vais ser a porta de entrada num mundo hetero. Aqui o consumidor poderá encontrar uma (ou várias) possível caras-metade e flirtar com ela. A ideia deste site é construir uma pequena comunidade virtual o HI Hetero constituindo uma forma simples de conhecer pessoas do sexo oposto. Para além desta area mais lúdica, neste site os interrnautas podem ficar a par de todas as novidades da marca TAGUS, descobrir novas verdades dedicadas ao Orgulho Hetero e comprar merchandising Hetero.”

O protagonista da minha descoberta foi o colectivo feminista que, por sua vez, performatizou uma contra-campanha da qual eu só coloco uma imagem para dar uma idéia:

Orgulho Macho

A resposta me faz lembrar o livro de Norbert Elias escrito com John Scotson, Os Estabelecidos e os Outsiders (The Estabilished and the Outsiders: A sociological Enquiry into Community Problems, 1965). Afinal, qual é a justificativa  para que se critique esta ação heterossexual?

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