Loucura Lou-cura Lou diva Salomés Ruínas do Batista e do Anticristo Precipício Pressuposto O suplício
Dionísio Poeta Verdade que afeta Cárcere privado De chagas per-furado Sob o manto do profeta Porta trancada Teto que desce A-perto que aquece Dor que não esquece, Inferno, as feras Desarmonia das esferas A bruma Sem rumo Nem eira Poeira À beira do abismo ab-surdo
ab-sinto Sinto? Santo? Manto? Minto? -Unzuhause-
“Entra ano, sai ano, a falta de um amor humano verdadeiramente renovador e salutar, a solidão absurda que ela traz consigo a ponto de tornar quase todo vínculo remanescente com as pessoas uma causa de novas feridas: tudo isso é a pior coisa possível, e tem sua única justificativa em si mesmo, a justificativa de ser necessário”
NIETZSCHE carta de 03 de fevereiro de 1888, meses antes do mergulho do filósofo na longa noite final na loucura
Carinhosametne roubado de http://unzuhause77.blogspot.com/
Recheio
1 kg. de abóbora tipo japonesa
Queijo parmesão ralado
Pão amanhecido ralado
Salsa e cebolinha picadas
Noz-moscada ralada
sal
Recheio
1 - Cozinhe a abóbora com casca em pouca água, sem deixá-la muito mole;
2 - Descasque, amasse a polpa com um garfo e junte o queijo, até obter uma massa homogênea;
3 - Misture o pão ralado para dar liga, sem deixar a massa endurecida. Tempere com a salsa, cebolinha, noz-moscada e sal.
Massa e Tortei
1 - Coloque a farinha sobre a mesa, faça uma depressão no centro e coloque os ovos. Misture e amasse bem com as mãos, até obter uma massa lisa e homogênea;
2 - Cubra com um pano de algodão e deixe descansar por 20 minutos. Abra a massa, com rolo ou máquina, em folhas finas;
3 - Disponha montinhos de recheios ao longo da folha, deixando uma boa distância entre eles. Cubra com outra parte da folha, feche bem as bordas e corte com um cortador de massa, em retângulos grandes;
4 - Cozinhe em abundante água fervente salgada, por aproximadamente, quatro minutos;
5 - Escorra, polvilhe queijo ralado, cubra com o molho e sirva quente.
PortoAlegre, cidadeemque “AindaOrangotangos” foi filmado, será a primeira a receber o longa-metragemnoscinemas. Dirigido por Gustavo Spolidoro e produzido pelaCLUBESILÊNCIO, o filme tem estréia marcada para 29 de agosto. Emsetembroelechega a São Paulo e Rio de Janeiro, cidadesonde estreou em festivais.
Esta dissertação de mestrado visa a investigar o estatuto que
O nascimento da tragédia assume na obra de Nietzsche a partir das análises que o próprio filósofo faz do livro no período tardio de seu pensamento. Examinando a maneira pela qual suas teses sobre o surgimento da tragédia na antiguidade grega se filiam à metafísica da vontade de Schopenhauer, procuramos compreender as interpretações posteriores de Nietzsche, quando ele já havia rompido com seu mestre de outrora e já o tomara como alvo de suas críticas. Nesse contexto, Nietzsche pretende retornar às suas teses sobre a tragédia grega a fim de imiscuí-las na face afirmativa de seu último e mais ambicioso projeto: a transvaloração de todos os valores. Avaliando esse procedimento nietzschiano de retomar seu primeiro livro a partir de várias leituras, investigamos as razões pelas quais essas interpretações revelam ambigüidades. Num primeiro momento, procuramos demonstrar que, tendo entrelaçado suas intuições próprias à filosofia pessimista de Schopenhauer, as avaliações de O Nascimento da tragédia devem passar pelo crivo da autocrítica. Dado esse passo, pesquisamos como Nietzsche doravante trata do livro, fazendo emergir dele a face positiva, ou seja, transpondo o dionisíaco em pathos filosófico, de modo a justificar a sua afirmação de que O nascimento da tragédia foi a sua primeira transvaloração de todos os valores.
O Nascimento da Tragédia de Friedrich Wilhelm Nietzsche, busca-se explicitar a particularidade da concepção nietzscheana de tragédia a partir de um duplo movimento: 1) Reconstrução das principais teses dos primeiros parágrafos da obra; 2) Demonstração da vinculação daquelas teses à tradição estética alemã do final do século XVII e do início do século XIX. Com isso se realça e reedita o diálogo intenso de Nietzsche com aquela tradição e se mostra as inovações e a radicalidade da sua interpretação da tragédia.
Bachelard foi um epistemólogo francês e uma das teses que ele defende é que a relação entre o conhecimento científico e o senso comum se dá através de uma ruptura, ou seja, a relação entre eles não é de uma continuidade. Quando, por exemplo, um leigo em biologia pensa sobre vida, para Bachelard, seria algo completamente diferente de quando um biólogo, em seu laboratório, pensa também, a palavra vida. Embora sejam a mesma palavra, denominariam coisas completamente diferentes. Então, em que medida a biologia realizaria esta ruptura?
Este trabalho tem como objetivo buscar uma compreensão do que é a psicologia para Nietzsche tendo em vista que, em diversos momentos da sua obra, a palavra psicologia aparece e aponta caminhos que se entrecruzam com uma crítica à filosofia, à moral, à religião e à ciência. Para tanto, o filósofo utiliza, como critério de avaliação, os conceitos de força e fraqueza, saúde e doença e busca, como psicólogo, investigar e diagnosticar a saúde de uma cultura a partir dessa base, pautado na arte de interpretação dos sintomas manifestos na vida. Neste sentido, após caracterizarmos a força do povo helênico através da tragédia grega e seu declínio, com a introdução da metafísica socrática como opositora à vida, buscamos compreender os efeitos desta oposição no modo de ser do homem ocidental. Posteriormente discutimos os desdobramentos da metafísica no plano da moralidade, onde a psicologia surge como reprodutora deste ideal, isto é, presa a temores e preconceitos morais. Seguimos, então, a proposta de uma nova psicologia, pautada em outros valores, mais próximos da vida, em sua forma plena, ou seja, entendida como vontade de potência. Para tanto, o método que nos guia neste percurso é a genealogia, que, ao indagar as condições e circunstâncias nas quais os valores surgem, aponta para a vida como avaliadora, tendo o homem como instrumento de avaliação da mesma. Ao psicólogo cabe avaliar e interpretar a vida estampada na visão do homem, e, portanto, na cultura surgida através dele. Neste novo percurso, busca afirmar o trágico como condição de uma existência saudável, não mais pautada no bem e no mal, mas para além do bem e do mal.
Parte-se das interrogações de Nietzsche e de Freud sobre a agressividade do animal homem. Pela via da epistemologia francesa, procura-se colocar essas interrogações no solo comum do nascimento das ciências da vida. Procura-se levantar as conseqüências que o Estado, na obra de Nietzsche, e a civilização (
Kultur), na obra de Freud, trouxeram em termos de alteração da agressividade humana. Apesar da diversidade de caminhos, as obras dos dois autores tangenciam-se na idéia de que a agressividade que não pode ser manifestada livremente, pela pressão do Estado ou da civilização, retorna para dentro do indivíduo e contra ele próprio, produzindo o que Freud chama de culpa e o que Nietzsche chama de má consciência moral. A via de Freud, diferentemente da de Nietzsche, atravessa a idéia de instância da mente. Em ambos os autores, uma referência ao estágio primitivo da evolução humana é determinante.